terça-feira, 22 de fevereiro de 2011



Liberdade de expressão corrompida

Por: Telma Adelmo

Hoje em dia, vivemos em uma época que nos é “lícito” ficarmos em silêncio, nos privar do nosso direito de ir e vir, de criticar e consentir. O Povo Brasileiro é um povo privilegiado, pois vive em um país rico de beleza natural, um país amável e confortante. Mas é castigado, pois vivemos em um país cheio de riquezas, de reservas bilionárias, mas somos irracionais demais, para valorizarmos este nosso patrimônio, preferimos, achamos mais fácil o modo de destruir ao invés de construir, somos vítimas de nosso ego elevado e hipócrita, cegamo-nos por nossa incapacidade de termos uma visão real do que é o nosso país, de suas dificuldades, sim, somos inferiores.
Envergonho-me do meu país, não de suas conquistas, de sua história, mas de seus filhos, que assim como eu, são incapazes de se libertar de sua “ditadura” interna, e lutar por seus ideais, pelo futuro de sua pátria. Vivemos em uma situação lamentável, nossos antecessores, fizeram passeatas, enfrentaram bombas de gás lacrimogênio, expuseram seus corpos a dores, a humilhação, foram atacados fisicamente e psicologicamente para que fossem ouvidos, para vos ser concedido o direito de votar, de lutar, de representar o seu país, e nós, geração 2000, retribuímos os seus sacrifícios, com descaso, soberba, com “burrice”. Temos o direito e o dever de cumprir com a nossa cidadania, que a nós fostes destinadas, mas não é isso que fazemos.
Gostamos de criticar, de insultar, somos incapazes de reconhecermos tamanho ato histórico, de lutarmos para que nos não sejamos calados de vez, mas não, estamos ocupados demais, assistindo programas pueris, comentando a vida dos outros, e esquecemos que somos filhos deste solo amado que a nós oferece alimento, força, e optamos por desmata-lo ao invés de fortalecê-lo.
É decadente ter que assumir isso, de presenciar esse caos, mas o Brasil é um país pobre de alma, de inteligência. Nós concedemos o poder máximo de assumir o nosso povo brasileiro, a um incompetente, a alguém despreparado incapaz de entender a nossa realidade, nós não enfrentamos tudo que passamos em nosso passado para ter que votar em branco, mas infelizmente esse é o único modo que temos de não nos responsabilizar com a sujeira da corrupção política brasileira.

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