quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011




Quando a religião se torna obsessão

Muitos religiosos fazem de sua religião sua obsessão. Dedicam suas vidas, às vezes “inutilmente” em prol de uma causa injustificável, inexplicável, egoísta.
Apesar de pertencer a uma “religião” eu não acredito, e não gosto de igrejas, embora eu as respeite e me curve diante a elas como fui ensinada, eu não as sigo e não as frequento. A maioria das pessoas que conheço, são “parasitas”, obedecem cegamente todas as regras impostas pela igreja sem as questionarem, sem uma certeza concreta de tudo o que ela diz.
Eu acredito em um Deus, claro, mas isso não quer dizer que eu seja devota fanática da igreja, não quer dizer que eu concorde com os absurdos e contradições que elas impõem. Parece frieza da minha parte, certo, mas é apenas o meu ponto de vista, é a visão que tenho da igreja, de seu domínio em relação aos “fiéis”. As outras religiões, embora não me agrade, eu tenho menos a reclamar, pois elas não me causam náuseas, elas não tentam desesperadamente persuadir uma alma, e introduzi-la em uma realidade onírica.
 Rezo por cada dia que vivi tudo o que “conquistei” de certa forma, mas não me conformo com esta “escravização consentida” o pior não é seguir essas regras, é ver pessoas “inteligentes” seguirem essas regras. Respeito às pessoas e suas crenças, mesmo porque, minha família é totalmente devota, sou a única “cética” com pensamentos contraditórios a eles. Não tenho nada contra quem se diz “religioso”, mas sou contra essa cegueira, essa falta de opinião, incapacidade de pensar e criar uma ideia em relação ao “catolicismo” vamos dizer, isso sim me deprime. Eu sou batizada, crismada e mesmo assim sigo os meus princípios, vejo o mundo do jeito que ele é, e não do modo que gostariam que eu o visse. Enfim, sou contra essa obsessão, fanatismo que as pessoas têm pela igreja, segui-la é uma coisa, agora seguir e tentar convencer uma “nação” de que isso é a única solução, isso é ridículo.

Como dizia Nietzsche: “O Budismo não promete, mas assegura. O Cristianismo promete tudo, mas nada cumpre”.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Manuel Bandeira

O bicho


Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.


Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.


O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.


O bicho, meu Deus, era um homem.


Rio, 27 de Dezembro de 1947.





Este poema por si, já define a realidade que vivemos há anos e que infelizmente não há previsão para ser extinta.

Grande Manuel!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011



Liberdade de expressão corrompida

Por: Telma Adelmo

Hoje em dia, vivemos em uma época que nos é “lícito” ficarmos em silêncio, nos privar do nosso direito de ir e vir, de criticar e consentir. O Povo Brasileiro é um povo privilegiado, pois vive em um país rico de beleza natural, um país amável e confortante. Mas é castigado, pois vivemos em um país cheio de riquezas, de reservas bilionárias, mas somos irracionais demais, para valorizarmos este nosso patrimônio, preferimos, achamos mais fácil o modo de destruir ao invés de construir, somos vítimas de nosso ego elevado e hipócrita, cegamo-nos por nossa incapacidade de termos uma visão real do que é o nosso país, de suas dificuldades, sim, somos inferiores.
Envergonho-me do meu país, não de suas conquistas, de sua história, mas de seus filhos, que assim como eu, são incapazes de se libertar de sua “ditadura” interna, e lutar por seus ideais, pelo futuro de sua pátria. Vivemos em uma situação lamentável, nossos antecessores, fizeram passeatas, enfrentaram bombas de gás lacrimogênio, expuseram seus corpos a dores, a humilhação, foram atacados fisicamente e psicologicamente para que fossem ouvidos, para vos ser concedido o direito de votar, de lutar, de representar o seu país, e nós, geração 2000, retribuímos os seus sacrifícios, com descaso, soberba, com “burrice”. Temos o direito e o dever de cumprir com a nossa cidadania, que a nós fostes destinadas, mas não é isso que fazemos.
Gostamos de criticar, de insultar, somos incapazes de reconhecermos tamanho ato histórico, de lutarmos para que nos não sejamos calados de vez, mas não, estamos ocupados demais, assistindo programas pueris, comentando a vida dos outros, e esquecemos que somos filhos deste solo amado que a nós oferece alimento, força, e optamos por desmata-lo ao invés de fortalecê-lo.
É decadente ter que assumir isso, de presenciar esse caos, mas o Brasil é um país pobre de alma, de inteligência. Nós concedemos o poder máximo de assumir o nosso povo brasileiro, a um incompetente, a alguém despreparado incapaz de entender a nossa realidade, nós não enfrentamos tudo que passamos em nosso passado para ter que votar em branco, mas infelizmente esse é o único modo que temos de não nos responsabilizar com a sujeira da corrupção política brasileira.

Descaso Social




Descaso Social

Por: Telma Adelmo

É doloroso para alguém que reconhece o que é solidariedade, mas que tem o caos dentro de si, ver essa imagem e não se emocionar, se enfurecer, se indignar, com tamanha desigualdade e exclusão social.
A fome é um problema mundial, que infelizmente está longe de ser resolvido. Números de mortalidade infantil disparam em países subdesenvolvidos, incapazes de fornecer ao teu povo, um lar adequado, moradia e comida, cooperando com a desigualdade na sociedade.
Famílias são destruidas, com a perca dolorosa de um ente querido, tentam ao máximo salvar vossas respectivas vidas, mas são vencidos pela falta de condições, pelo ceticismo que predomina em suas almas, devido ao fato de serem isolados, esquecidos e descartados pela civilização.
A população nesses países, aumentam e diminuem, pois não há auxilio por lá, não há informações, cuidados médicos, contribuindo com uma ignorância e a facilidade de se contrair e transmitir doenças letais. A falta de diálogo, de contato com essas pessoas, faz com que elas se multipliquem que se contaminem e se extinguam sem serem notadas, pois não há acompanhamento do poder público, a misericórdia só é vista no olhar, porque em prática, a realidade é outra.
É uma visão triste que temos em relação ao descaso humano, em uma época de informações tão privilegiadas somos incapazes de nos mobilizarmos e tentarmos promover a saúde e a esperança entre esses seres, sim, somos incapazes de pregar uma palavra de fé que seja, pois em nossos olhos só podem ser visto a piedade a desilusão, jamais a compaixão e a solução, e em nossas mãos só podem ser sentidos a frieza de um adeus, jamais o calor da sensibilização.

Mulheres No Poder



Mulheres no Poder

Por: Telma Adelmo.

Nós do sexo feminino, estamos ocupando cada vez mais espaço na política, no universo “machista” que vivemos. As mulheres de hoje em dia, estão cada vez mais seguras de si, cada vez mais poderosas. Nas gerações anteriores, as mulheres, sujeitaram-se a exclusão social, eram incapazes de exercer vossa cidadania, eram meras “escravas” de uma sociedade torpe e injusta.
Dedicavam suas vidas ao trabalho doméstico, e a falta de liberdade expressiva, até que declarou guerra à ditadura militar, e mostraram seus dentes e vossas garras para a democracia. Iniciaram várias passeatas, manifestos, criticas, até conseguirem atingir o seu objetivo, serem consideradas como cidadã, e usufruir o poder do voto público, de terem trabalho honesto, e quebrar o preconceito em relação à inferioridade feminina. Na atualidade, não somos apenas, mulheres guerreiras, e sim poderosas, já que o poder supremo de nosso país e de tantos outros, quem vos organiza, são mulheres.
Nossa espécie evoluiu, e assim continuará por décadas ou até mesmo milênio, pois somos humanas, tão ferozes e tão delicadas como qualquer outra criatura, com competência o suficiente me modificar o mundo com apenas um gesto, de criar uma revolução com apenas um olhar.
Acima de tudo somos mulheres, sensíveis e justas, queremos apenas igualdade e paz, portanto você mulher, não deixe se menosprezar por qualquer ofensa inútil, lembre-se de que você está no topo, no auge. A história nunca deixará que sua batalha, que sua resistência seja diminuída, que caia em esquecimento.
Não permita que o poder suba a sua cabeça, não critique o que você não saiba fazer, és tão humana como alguém do sexo masculino, portanto viva, ame, lute e morra em paz, mas nunca deixe que alterem seus conceitos, não deixem que vos diga o que deve fazer, pois sozinha lutastes e conquistou seu lugar na política, a confiança e admiração de uma nação.


Onde estão nossos heróis?

Por: Telma Adelmo

Caso eu lhe pergunte, quem é o teu herói da atualidade, o que você me responderia?
É uma pergunta simples não? Porém você é incapaz de responder essa pergunta sem pensar no passado, pois na verdade não há. Nossos líderes morreram de formas injustas, inesperadas, cruéis, e acabaram por caírem no esquecimento, e quando são lembrados, é com repúdio, sua memória não tem o devido valor que merecia.
Foram persuadidos por um desejo universal de paz, igualdade, inclusão social, heróis de verdade, foram patriotas, entregaram suas vidas á pátria amada, a sua vontade de promover o bem, não por reconhecimento, mas por satisfação e respeito.
Nos dias contemporâneos há pessoas que tentam alcançar o seu lugar ao sol, seja de uma forma lícita ou ilícita, mas poucos são os que usam a sua inteligência e força de vontade por um gesto de amor ao próximo, mesmo que seja pequeno. Mahatma Gandhi, interrompeu o seu habito de se alimentar, interferiu com sua necessidade fisiológica, para ser atendido, para alcançar um pouco de consideração. Ficou em jejum por quase 30 dias, e acabou preso, para não morrer de fome. Sacrificou sua alma em prol de seu povo, porém um “Judas” um indiano assim como ele, interveio em sua vontade de viver, e tirou a sua vida com algumas balas.
Quem foi Gandhi? Sua memória caiu no esquecimento, um jovem não sabe quem foi este homem, que importância ele têm, porque se submeteu a esse masoquismo?
Enfim, nós não temos do que nos orgulhar, um nome há clamar, estamos cada vez mais vulneráveis, pois cada vez que nós nos manifestamos que tentamos mudar a nossa história, somos calados, mortos, e então acabamos- nos por nos esconder, por matar o herói que há dentro de nós.
Respondendo a pergunta que vos fiz, não há herói hoje em dia, qualquer ato heroico que é cometido hoje, cairá em esquecimento no amanhã, pois a política de hoje só lembra sangue, só remoem desgraças, afastando-nos cada vez mais de dar continuidade a uma vida de honras e glória.